inspirações · Literatura

Mário de Andrade

Brasil · 1893-1945 · Literatura

Escritor, musicólogo, crítico paulistano. Articulador da Semana de 22, autor de Macunaíma. Mente enciclopédica.

bio

Mário Raul de Morais Andrade nasceu em São Paulo em 1893. Filho de família de classe média paulistana, estudou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde depois virou professor de piano e história da música. Viveu a vida inteira em São Paulo, salvo viagens ao Norte e Nordeste em pesquisas de campo.

Em 1922, junto com Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos e outros, organizou a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Foi o evento fundador do modernismo brasileiro nas artes, na literatura e na música. Mário leu trechos do livro "Paulicéia Desvairada", que sairia naquele ano, marco da poesia modernista brasileira.

Em 1928 publicou "Macunaíma, o herói sem nenhum caráter", romance que mistura mito indígena, lenda urbana, sotaque popular e prosa erudita. O livro reinventou o que podia ser romance brasileiro. Outros marcos: "Amar, Verbo Intransitivo" (1927), "Os Contos de Belazarte" (1934), o poema longo "A Meditação Sobre o Tietê" (1944).

Foi musicólogo e pesquisador de folclore brasileiro. Em 1937, organizou a Missão de Pesquisas Folclóricas, que percorreu o Norte e Nordeste do Brasil registrando música, dança, lenda, festa popular. O acervo gerado é hoje patrimônio cultural raro. Fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore em São Paulo em 1936.

Dirigiu o Departamento de Cultura de São Paulo entre 1935 e 1938, antes do Estado Novo de Getúlio Vargas tornar a posição insustentável. Trabalhou no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ao lado de Drummond. Morreu em São Paulo em 1945, aos 51 anos, de infarto. Deixou obra colossal e ainda hoje pouco explorada em alguns aspectos.

por que inspira a BLA

Mário ensina que vale a pena criar instituição além de criar obra. Ele não só escreveu, organizou cena. Articulou modernismo, fundou sociedade, dirigiu departamento, registrou folclore antes que sumisse. A BLA quer ser estúdio que produz, mas também ecossistema que organiza outras coisas (linha de apps, página de inspirações, mural de referências culturais). Construir andaime, não só fazer prédio.

pra conhecer melhor

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