inspirações · Comunicação

Drauzio Varella

Brasil · 1943, vivo · Comunicação

Médico oncologista brasileiro, comunicador. Tom afetivo e firme. Atravessou décadas como referência de saúde pública.

bio

Antonio Drauzio Varella nasceu em São Paulo, em 1943, filho de imigrante espanhol. Formou-se em Medicina pela USP em 1967, com especialização em cancerologia. Fundou o Centro de Tratamento e Pesquisa do Hospital do Câncer (atual A.C. Camargo) em 1972, departamento que ele coordenou por décadas. Atuou também como médico voluntário no presídio do Carandiru entre 1989 e 2002, experiência que deu origem ao livro "Estação Carandiru" (1999).

Em paralelo à carreira clínica, virou comunicador científico de massa. Estreou em televisão no Globo Repórter nos anos 90, com séries documentais sobre o corpo humano, saúde pública, dependência química, sexualidade, longevidade. Estilo: cena de campo, narração direta em primeira pessoa, sem alarmismo, sem promessa fácil. Atravessou três décadas como rosto de saúde pública brasileira na televisão.

Autor de mais de uma dezena de livros, entre eles "Estação Carandiru" (premiado com Jabuti, adaptado pro cinema por Hector Babenco em 2003), "Por Um Fio" (2004), "O Médico Doente" (2007), "Prisioneiras" (2017, sobre presídios femininos). Escreve em prosa curta, frase enxuta, sem retórica médica.

Mantém site próprio (drauziovarella.com.br) com conteúdo de saúde acessível, escrito ou revisado por equipe especializada. Foi voz central na cobertura da pandemia de covid-19 no Brasil entre 2020 e 2022, defensor da vacinação e crítico de pseudociência.

Em 2023, recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano por "Sertões" (relançamento crítico da obra de Euclides da Cunha com notas dele). Continua ativo aos 80+ anos.

por que inspira a BLA

Drauzio é o exemplo brasileiro de que a comunicação científica pode ser afetiva sem ser sentimental. Ele entra no Carandiru, sai do Carandiru, escreve sobre dor sem usar dor como recurso. A BLA aprende com isso. As mensagens dos apps, mesmo as mais bobas, podem ter peso emocional sem manipular emoção. Tratar a pessoa do outro lado da tela com cuidado real, não com cuidado fingido.

pra conhecer melhor

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